O que é joão figueiredo?

João Figueiredo: O Último Presidente Militar do Brasil

João Baptista de Oliveira Figueiredo (Rio de Janeiro, 15 de janeiro de 1918 – Rio de Janeiro, 24 de dezembro de 1999) foi um militar e político brasileiro, tendo sido o último presidente do período da ditadura militar no Brasil, governando de 1979 a 1985.

Origens e Carreira Militar:

Filho do general Euclides de Oliveira Figueiredo, participante da Revolução de 1932, Figueiredo seguiu carreira militar desde cedo. Formou-se na Escola Militar de Realengo e ascendeu rapidamente dentro das Forças Armadas, ocupando diversos cargos de comando e também funções ligadas à inteligência e segurança, como chefe do Serviço Nacional de Informações (SNI) durante o governo de Ernesto Geisel.

Presidência (1979-1985):

Figueiredo foi escolhido por Geisel como seu sucessor, dando continuidade ao processo de "abertura lenta, gradual e segura" que marcaria o fim do regime militar. Sua gestão foi caracterizada por:

  • Anistia: A Lei da Anistia, sancionada em 1979, permitiu o retorno de exilados políticos e a libertação de presos políticos, embora também beneficiasse agentes da repressão.
  • Fim do bipartidarismo: A extinção da ARENA e do MDB em 1979 permitiu a criação de novos partidos políticos, como o PMDB, PT e PDS.
  • Crise econômica: O governo Figueiredo enfrentou uma grave crise econômica, marcada pela alta inflação e o aumento da dívida externa.
  • Diretas Já: A campanha pelas Diretas Já, em 1984, pressionou o governo por eleições diretas para presidente, mas a emenda constitucional que permitiria a eleição direta foi rejeitada pelo Congresso.

Transição Democrática:

Apesar da rejeição das Diretas Já, o governo Figueiredo promoveu eleições indiretas para presidente em 1985, que elegeram Tancredo Neves, marcando o fim do ciclo militar no poder. A transição democrática iniciada por Figueiredo foi fundamental para a redemocratização do país.

Legado:

O legado de João Figueiredo é controverso. Por um lado, ele é visto como o presidente que liderou a transição democrática do Brasil. Por outro, sua administração é criticada pela lentidão do processo de abertura, pela crise econômica e pela impunidade dos crimes cometidos durante a ditadura.