O Design Inteligente (DI) é uma perspectiva que argumenta que certas características do universo e dos seres vivos são melhor explicadas por uma causa inteligente, e não por processos não direcionados como a seleção natural. Seus proponentes afirmam que a complexidade irredutível e a complexidade especificada encontradas na natureza indicam um design, um projeto intencional.
Complexidade Irredutível: Este conceito, popularizado por Michael Behe, postula que certos sistemas biológicos são tão complexos que a remoção de qualquer uma de suas partes tornaria o sistema não funcional. Alega-se que tais sistemas não poderiam ter evoluído gradualmente através de pequenas modificações sucessivas, e, portanto, requerem um design prévio.
Complexidade Especificada: Proposto por William Dembski, este conceito busca identificar padrões complexos que também são específicos. Em outras palavras, a alegação é que a probabilidade de um sistema complexo surgir aleatoriamente é tão baixa que a explicação mais plausível é a intervenção de uma inteligência.
O Design Inteligente é amplamente considerado como pseudociência pela comunidade científica, pois não apresenta evidências empíricas verificáveis e depende de argumentos negativos contra a evolução. As principais críticas incluem:
Falta de Evidências Empíricas: O DI não oferece um mecanismo testável para o design inteligente e não fornece evidências que sustentem suas alegações de design.
Problemas com a Complexidade Irredutível: Muitos dos exemplos de complexidade irredutível foram desafiados e explicados através de mecanismos evolutivos conhecidos.
Apelo à Ignorância: A argumentação do DI frequentemente se baseia na falta de conhecimento sobre como certos sistemas biológicos evoluíram, concluindo que, portanto, devem ter sido projetados.
Implicações Religiosas: Embora os proponentes do DI geralmente evitem referências explícitas a um designer específico, muitos críticos argumentam que o DI é uma forma de criacionismo disfarçado, com implicações religiosas subjacentes.
Apesar das tentativas de apresentar o Design Inteligente como uma alternativa científica à teoria da evolução, a comunidade científica o rejeita por não atender aos padrões metodológicos e de evidência exigidos pela ciência. A maioria dos cientistas considera que o DI é uma alegação metafísica ou religiosa, e não uma teoria científica legítima.
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