O que é doramectina?
Doramectina
A doramectina é um endectocida da família das avermectinas, utilizada tanto na medicina veterinária quanto, em menor escala, em humanos. É eficaz contra uma ampla variedade de parasitas internos e externos.
Uso Veterinário:
- Espectro de Ação: A doramectina é utilizada no tratamento e controle de nematoides (vermes redondos), ácaros, piolhos, carrapatos e alguns insetos parasitas em diversas espécies de animais, incluindo bovinos, ovinos, suínos e cães.
- Mecanismo de Ação: Atua paralisando o sistema nervoso e muscular dos parasitas, levando à sua morte. Isso acontece porque a doramectina se liga a canais de cloreto controlados por glutamato, presentes em células nervosas e musculares de invertebrados.
- Formas de Administração: A administração da doramectina pode ser feita por via injetável (subcutânea ou intramuscular) e, em alguns casos, por via tópica (pour-on).
- Indicações Específicas: Em bovinos, é frequentemente usada para tratar vermes gastrointestinais, vermes pulmonares, bernes, sarnas e carrapatos. Em cães, pode ser utilizada para tratar sarna demodécica e sarna sarcóptica, além de alguns tipos de vermes.
- Precauções: A doramectina não deve ser utilizada em algumas raças de cães sensíveis às avermectinas, como Collies, Pastores de Shetland e Old English Sheepdogs, devido ao risco de toxicidade neurológica. É importante seguir as orientações do veterinário quanto à dosagem e frequência de uso.
- Período de Carência: É crucial respeitar o período%20de%20carência da doramectina em animais destinados ao consumo humano (carne e leite) para evitar a contaminação dos alimentos.
Uso Humano:
- O uso da doramectina em humanos é menos comum que o de outras avermectinas, como a ivermectina. Em algumas regiões, pode ser usada para tratar certos tipos de escabiose (sarna).
- Segurança: A segurança e eficácia da doramectina para diversas condições em humanos ainda estão sendo estudadas.
Resistência:
- Assim como outros antiparasitários, o uso indiscriminado da doramectina pode levar ao desenvolvimento de resistência por parte dos parasitas, diminuindo a sua eficácia ao longo do tempo. O monitoramento da eficácia do tratamento e a rotação de princípios ativos são importantes estratégias para minimizar esse problema.