O anarcocapitalismo, frequentemente abreviado como "ancap", é uma filosofia política que defende a eliminação do Estado em favor da soberania individual, do livre mercado e da propriedade privada. Trata-se de uma forma radical de <a href="https://pt.wikiwhat.page/kavramlar/liberalismo%20libertário">liberalismo libertário</a> que considera o Estado uma entidade imoral e desnecessária, intrinsecamente violenta e que viola os direitos individuais.
Princípios Fundamentais:
Autopropriedade: A base central do anarcocapitalismo é o princípio da autopropriedade, que afirma que cada indivíduo tem o direito absoluto de controlar seu próprio corpo, sua mente e os frutos de seu trabalho. Isso significa que ninguém, incluindo o Estado, tem o direito de iniciar coerção contra um indivíduo.
Propriedade Privada: O anarcocapitalismo defende a propriedade privada irrestrita, incluindo a terra, os recursos naturais e os bens de capital. A aquisição de propriedade é geralmente justificada através dos princípios da aquisição original (a primeira pessoa a reivindicar e usar um recurso) e da transferência voluntária (compra, presente, herança).
Livre Mercado: Acredita-se que o livre mercado, desregulado e livre de interferência estatal, é o mecanismo mais eficiente para alocar recursos, determinar preços e satisfazer as necessidades e desejos dos indivíduos. A competição no mercado, defendem os anarcocapitalistas, leva à inovação, à eficiência e à melhoria da qualidade dos bens e serviços.
Não Agressão: O Princípio da Não Agressão (PNA) é um princípio ético fundamental que proíbe a iniciação de violência ou coerção contra pessoas ou propriedades. Apenas a legítima defesa contra a agressão é considerada justificável.
Como a Sociedade Anarcocapitalista Funcionaria:
Defesa Privada: A segurança e a defesa seriam fornecidas por agências de proteção privadas, escolhidas pelos indivíduos ou comunidades. Essas agências competiriam por clientes, incentivando a responsabilidade e a eficiência. O sistema legal também seria privado e competitivo, com tribunais e árbitros fornecendo serviços de resolução de disputas.
Financiamento: Os serviços seriam financiados por meio de taxas voluntárias, assinaturas ou seguros. Não haveria impostos.
Lei: A lei seria baseada no direito comum e no direito contratual, evoluindo através de precedentes e acordos voluntários.
Infraestrutura: A infraestrutura, como estradas e pontes, seria construída e mantida por empresas privadas, com financiamento proveniente de pedágios, taxas de uso ou outras formas de receita baseadas no mercado.
Críticas ao Anarcocapitalismo:
Poder Corporativo: Críticos argumentam que a ausência de um Estado forte permitiria que grandes corporações exercessem poder excessivo e explorassem os indivíduos.
Justiça e Igualdade: Há preocupações de que, sem um Estado para fornecer uma rede de segurança social, os pobres e vulneráveis seriam deixados para trás.
Defesa e Segurança: Alguns questionam se agências de proteção privadas seriam capazes de fornecer defesa adequada contra ameaças externas ou manter a ordem interna de forma justa e imparcial.
Monopólios: Outros argumentam que, sem regulamentação estatal, empresas privadas poderiam formar monopólios e abusar de seu poder de mercado.
O anarcocapitalismo é uma teoria política controversa e complexa. Apesar das críticas, seus defensores acreditam que representa a forma mais consistente e justa de organização social, baseada na liberdade individual, na propriedade privada e no livre mercado. Muitos consideram <a href="https://pt.wikiwhat.page/kavramlar/Murray%20Rothbard">Murray Rothbard</a> como um dos principais pensadores anarcocapitalistas.
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